domingo, 17 de dezembro de 2017

Décio Bazin + Benchmark da carteira.

                                      Crashes necessários


A vinda para a Bolsa dos Investidores Institucionais, a partir de 1978, teve um lado construtivo e outro destrutivo. Com o caudal imenso de dinheiro que tinham disponível, eles potencializaram a liquidez do Mercado, fazendo-o crescer, aperfeiçoar-se e modernizar-se.

O caso é que não havia papéis suficiente para tanta massa de dinheiro. Como resultado, o Mercado está agora sem papéis bons; os bons foram sendo entesourados, “capturados” pelos institucionais.Em maio de 1992, havia quase 250 fundações de seguridade funcionando. Mas dessas apenas 20 são da primeira hora; como eram pioneiras quando foram criadas, compraram todas as ações boas existentes e as fizeram desaparecer em suas carteiras.

As entidades que vieram depois encontraram somente as sobras. Agora elas não conseguem comprar ações pelo critério da remuneração pelo cash-yield .

Mesmo não havendo papéis remunerativos para comprar, as fundações são obrigadas a destinar parte da suas reservas técnicas a compras no mercado acionário. Só lhes resta um caminho: pagar mais caro.

E elas pagam, mesmo sabendo que um dia, num futuro não muito remoto, terão de começar a completar a aposentadoria dos seus contribuintes, finalidade para a qual foram criadas, e mesmo sabendo também que não poderão depender da sua carteira de ações como fonte de renda para pagar esses benefícios.

Terão, portanto, de gerar dinheiro em outros investimentos. Como é indiscutível, as aplicações compulsórias que as fundações fazem na Bolsa prejudicam o Mercado, embora, à primeira vista, possam parecer benéficas pelo volume que trazem.

Quando criou a Lei da Previdência Complementar, em 1976, o governo instalou uma válvula que era representada por índices mínimos de aplicações compulsórias em ações. Esses índices têm sido aumentados ou diminuídos pelo governo, obedecendo ao critério único da necessidade de aumentar ou diminuir os negócios da Bolsa. Ao longo do tempo, esses mínimos foram sendo fixados em faixas que oscilavam arbitrariamente de 20 a 35%. Cada novo mínimo estabelecido causava o efeito pretendido, com reflexo imediato na Bolsa.

  Agora parece ter chegado o momento de usar o índice mínimo para fazer recuar os preços das ações a nível aceitável.Por que, por exemplo, não rebaixá-lo para 10%? Ou, melhor ainda, por que não tirar das fundações a obrigação de aplicar na Bolsa?

Num primeiro momento, os institucionais desonerados se retrairiam do Mercado, livres para aplicar dinheiro onde julgassem mais conveniente. Como a experiência já ensinou inúmeras vezes, quando o principal comprador para de comprar, as ações caem como folhas no outono. Todos os papéis caros também despencariam até atingirem preços remunerativos.

Seria um ajustamento de preços formidável, mas extremamente salutar, como são todos os crashes . Em palavras mais claras, a Bolsa precisa cair muito para poder voltar a ser alternativa razoável de investimentos. Paradoxalmente, só novas desgraças no Mercado evitariam a sua destruição. Só um raio salvará a Bolsa da ruína.

  Como leitura complementar, encaixam-se neste capítulo os comentários feitos em artigo escrito por mim e publicado na revista BALANÇO FINANCEIRO em novembro de 1989, intitulado: UM RALO NO CAMINHO DO CAPITAL ESPECULATIVO. Eu sempre desconfiei de que algum dia os lucros e os dividendos deixariam de ter qualquer importância no mercado de ações. Agora aconteceu. A revista BUSINESS WEEK, de 17 de julho  último, traz uma listagem das mil maiores organizações do mundo com ações na Bolsa de Valores, pela qual, comparativamente com os dados de anos anteriores, se verifica que lucros e dividendos passaram definitivamente para plano secundário.

Das ações americanas listadas, menos de 7% apresentam índice de cash-yield igual ou superior a 6%. (o índice yield, ou simplesmente Y, é apurado pela comparação entre o dividendo e a cotação.) Em outros tempos, 25% das ações das empresas americanas atingiam esse nível de 6% ou mais. Mais grave ainda, desta vez a grande maioria das empresas paga cash-yield inferior a 3%. Em 1984, era fácil encontrar em Wall Street ações com índices Y de 12%. Um investimento de 500 mil dólares produzia o dividendo anual de 60 mil dólares, nada mau para rendimento perpétuo.

Atualmente, o Investidor americano precisa procurar com uma lupa se quiser conseguir o mínimo razoável de 6%, que produziria 30 mil dólares por ano, com emprego do mesmo capital. No Japão, nem isso. A taxa de yield considerada normal na Bolsa de Tóquio é inferior a 1%, enquanto os índices de P/L pairam na estratosfera, não sendo raros casos acima de 1.000, quando o normal é 10.

Até agora não houve crash porque o mercado japonês é muito disciplinado: quando a Bolsa ameaça cair, o governo ergue a batuta e a queda estanca na hora. A supervalorização das ações está generalizada no mundo – inclusive no Brasil. Há aqui papéis tão supervalorizados que estão fora das cogitações do Investidor comum, esse que investe pensando em formar pecúlio a longo prazo. Há ações, de empresas riquíssimas, que repousam nas carteiras dos grandes conglomerados e do fundos de pensão e outros institucionais, e apenas figuram nos pregões para marcar presença. Como seus preços não caem, por causa da excessiva concentração em poucos portfólios, podem ser consideradas hoje nada mais do que investimentos em reserva de valor, como uma joia que se guarda no cofre.

Quando se chega a esse ponto, lá se vai o ideal de “Capitalismo do Povo”, que teoricamente permite a qualquer pessoa fazer sua independência financeira no mercado de ações, se souber cultivar as virtudes budistas da paciência e da perseverança. Com as ações equiparadas ao dólar e ao ouro, para objetivos de investimento, destrói-se o principio de que o investimento vale pelo rendimento que proporciona, princípio basilar que até agora tem servido de bússola para o Investidor consciente. Eu sempre achei que aplicar em ouro e dólar era típico de quem não tem raízes, um atavismo dos que vivem obcecados pela eventualidade de terem de levantar acampamento às pressas na calada da noite.

Ao investir em ações, eu aconselhava meus amigos a seguirem os meus passos, com base num raciocínio lógico. Investimento inteligente é aquele que produz rendimentos. Ninguém compra uma fazenda ou instala uma fábrica só para esperar a valorização do empreendimento. Ouro ou dólar não se multiplicam. Se você precisar de dinheiro, terá de vendê-los – e lá se vai seu investimento. Ouro e dólar, só como reserva de valor, para tentar acompanhar a desvalorização da moeda e para uso futuro. Ações, por sua vez, são um ativo produtor de rendimentos, que podem ser gastos ou replicados.

Se tudo o mais faltar neste mundo incerto, sempre restarão os dividendos que as empresas pagam em função dos lucros que geram em suas atividades. O Investidor consciente não sofre abalos com eventuais quedas na Bolsa. Apesar das minhas desconfianças, parecia-me que essa mesma lógica, que sempre orientou os negócios no centenário Mercado de Nova York, fosse prevalecer, permanentemente, em qualquer parte do mundo. Se a renda fixa paga 6% de juros reais, para competir com ela as ações teriam de pagar dividendos em percentual pelo menos igual a 6%. Este seria o ponto de equilíbrio, o parâmetro para determinar o preço justo.

Essa regra clássica funcionou durante grande parte do século XX. Por que não mais está sendo obedecida? Onde está o erro? É que os tempos estão mudados. O excesso de liquidez em todas as economias do mundo capitalista fez com que se exacerbasse a procura por ativos reais. Como os países estão estritamente ligados entre si, numa era de comunicação imediata, a liquidez se internacionalizou. O Japão, a nação mais rica, uma vez esgotadas as possibilidades de seu mercado de ações, voltou se para o exterior e tem despejado desde 1984 uma avalanche de dólares em Wall Street, inflacionando os seus preços. Enquanto isso ocorria, os Investidores Institucionais abocanhavam parcelas cada vez maiores de participação nas empresas mais opulentas e rentáveis dos Estados Unidos. Segundo a já citada BUSINESS WEEK, gigantes como IBM, General Electric, Ford, Goodyear, Monsanto, Citicorp e Chase Manhattan, para citar só alguns nomes mais conhecidos do público brasileiro, estão totalmente sob controle dos Investidores Institucionais.

A economia mundial nunca teve tanto capital ocioso, que é desviado para especulação e evita sua direção natural, que seria a criação de novas empresas. O dinheiro do mundo está resvalando para um rumo perigoso – que pode ser o ralo. Veja como, pouco menos de três anos depois desse artigo, o ralo começou a drenar o capital especulativo mundial, quando o boom cedeu lugar ao seu inevitável sucessor, que é o crash . Em 9 de abril de 1992, o jornal O ESTADO DE S.PAULO noticiou um crash na Bolsa de Tóquio que atingiu a cotação das ações das maiores empresas japonesas. A queda levou o Mercado ao pânico e desencadeou uma espécie de efeito dominó nas principais praças internacionais.

As Bolsas de Valores de todo o mundo ensaiaram a repetição dos trágicos acontecimentos que em 1987 culminaram num grande crash , em 17 de outubro, no qual 500 bilhões de dólares aplicados nos
mercados de ações evaporaram-se ao estalar dos dedos. Em Wall Street, a Bolsa desabou desde o primeiro minuto de negociações do primeiro dia da quebra.

– Não fosse a atuação dos circuit-breakers (que interrompem automaticamente as ordens de compra e venda feitas por computador), a queda atingiria proporções catastróficas –, explicou um operador da Bolsa nova-iorquina. O ministro das Finanças japonês mostrou-se alarmado, mas declarou, num comunicado divulgado pela TV, que não havia nenhum remédio rápido para curar o mercado de ações do país. Depois de afirmar que não via motivo para pânico, o ministro disse acreditar que “o próprio Mercado encontrará um modo de acomodar-se”. Mas os grandes Especuladores estão pedindo atitudes mais positivas do governo, como, por exemplo, a liberação do bilhões de dólares acumulados nos fundos de pensão e na poupança popular, para reviver o mercado de ações.

Para o governo, contudo, em primeiro lugar vem a recuperação da economia do país e não o mercado de ações. Uma fonte governamental declarou: – Não esperam de nós medidas para levantar o preço das ações. Os detalhes dos dramas individuais criados por essa quebra não chegaram até nós. Com certeza são iguais aos que vivemos em crashes anteriores, mencionados na parte inicial desta obra. Crashes ocorrem quando as pessoas mais acreditam na invulnerabilidade do Mercado. É ilusão. Neste mundo não há nada invulnerável.




                          Mestre VS Mercado round 3

                                                               

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O ultimo aporte do ano, taxa de poupança e Décio bazin.



 APÓS O BOOM , O CRASH . PREVISÍVEL COMO A LUA
(Transcrito de BALANÇO FINANCEIRO, dezembro de 1987)

   Quando nosso mercado acionário desmoronou em junho de 1971, um especulador que não sabia operar com a Bolsa em baixa disse-me que iria cair fora dos pregões e que só voltaria quinze anos depois. 
    Ele tinha desenvolvido uma teoria de ciclos da Bolsa e pelos seus cálculos o mercado somente voltaria a melhorar em 1986. Porque então ficar correndo riscos, se o seu dinheiro poderia ficar bem abrigado em títulos de renda fixa? 
    Segundo a teoria, os booms começam quando malucos irresponsáveis, que nunca passaram sequer pelo calçadão da Bolsa de Valores, e que em determinado momento possuem mais dinheiro do que merecem e do que têm capacidade de administrar, desembestam ao mesmo tempo no mercado acionário, atraídos por boatos de que lá muita gente está fazendo ou aumentando fortunas. 
    Boom é prenúncio de crash . A massa de dinheiro irresponsável que entra no mercado é tão grande que as cotações sobem a níveis incontroláveis e atingem patamares que os profissionais logo reconhecem como sendo irreais. 
   Para os verdadeiros profissionais, é tempo de colheita. Eles embolsam os seus lucros e se retiram para uma distância prudente, deixando o campo aberto para a turba predatória. E a Bolsa vira pandemônio. 
  Estabelecido o caos, a autoridade intervém e a algazarra termina, com grande frustração dos participantes. Eles então caem na realidade, recolhem o que podem salvar e vão para casa envergonhados. 
   O normal é ficarem tão traumatizados que durante muito tempo não quererão nem ouvir falar de Bolsa nem de qualquer outra modalidade de jogatina.
   Mas a vida passa, e eis que um dia, quinze anos depois, muitas dessas pessoas estão com as vidas e as fortunas refeitas.
   Quinze anos também é tempo suficiente para surgir nova geração de indivíduos mais refinados e mais capacitados para ganhar dinheiro do que os da geração anterior. E mais ousados e ambiciosos. 
   A massa de dinheiro que esse pessoal acumulou está pronta para desembocar na Bolsa de uma só vez, e causar mais um boom , que naturalmente traz o germe de novo crash . Tão previsível como as fases da lua. 
    Embora a teoria tivesse lógica, a marcação da data parecia pura adivinhação, por isso não levei o assunto a sério. Mas, por coincidência ou por qualquer outro motivo, a teoria funcionou com a exatidão prevista. 
    Quinze anos depois da previsão – em junho de 1986 –, quando a Bolsa despencou após dois meses de altas estapafúrdias provocadas pelo Plano Cruzado, aquele mesmo especulador telefonou-me para dizer:

– Eu não falei?
   Ele estava tão eufórico quanto o cientista que vê sua teoria comprovada pelos fatos. Atuando ativamente no mercado de opções, arriscou toda a sua fortuna e multiplicou-a por dez.

   Ele saiu do mercado bem antes de quebra. Nunca vi ninguém com tanta confiança no taco.




                          Resumo da taxa poupança e aportes 2017





  1. No ano este esforçado investidor aportou ao todo: R$  ( 41.900 ) Reais a.a
  2. A média de aportes no ano base foi de : ( R$ 3.491 ) Reais a.m
  3. Aporte dezembro: ( 3.700 ) Reais a.m
  4. Até o momento paguei em imposto de renda nas operações em bolsa  : R$ ( 7.405,66 ) Reais
  5. Obtive um crescimento patrimonial descontando aportes de  : R$ (  74.443,63 ) Reais
  6. Até  momento contabilizado ultimo aporte disponho de : R$ (  296.000 ) Reais em patrimônio acumulado em valor de mercado.


Taxa de poupança:



  1. Metodologia de cálculo: Total Receitas a.m ( - ) total despesas a.m  = Resultado ( / ) Total receitas = Taxa de poupança mensal.
  2. OBS: O item total receitas inclui renda de proventos em geral + renda familiar , portanto como podem notar disponho de uma renda familiar modesta e despesas pequenas.

Percentuais acumulados  2017

  1. Janeiro: 71,01%
  2. Fevereiro: 85,84%
  3. Março: 46,52%
  4. Abril: 68,08%
  5. Maio:62,94%
  6. Junho: 69,34%
  7. Julho: 29,60%
  8. Agosto: 70,60%
  9. Setembro: 56,97%
  10. Outubro: 49,29%
  11. Novembro: 34,50%



  1. Qual o  segredo de minha caminhada  depois de três anos de blogosfera e pelo menos oito anos  de poupança ininterrupta?
  2.  Manter despesas sobre controle:  Isso inclui  não ter carro ,  morar perto do serviço, não comer fora  , não fazer passeio e viagens caras, comprar sempre no atacado, fazer estoque para muito meses, comprar roupas em liquidações etc
  3. Pelo lado da receitas: Operações bem sucedidas em bolsa de valores, renda extra e muita frugalidade.
  4. Sim não existe formula mágica: A matemática é bem simples, quanto mais sobra das receitas mensais maior  será meu  aporte mensal.
  5. Quanto mais empresas lucrativas compro em bolsa com boa margem de segurança, melhor tende a ser  remuneração mensal de minha carteira previdenciária.
  6. Não existe Vitória sem sacrifício, portanto se você é pobre  precisa trabalhar, investir , empreender  ETC  e principalmente evitar pagar custos desnecessários .
  7.   No que tange despesas: Mantenho minhas despesas na faixa de ( R$ 2.200) reais mensais e o que sobra é totalmente direcionado para investimentos em Ações&FII.
  8. Conclusão:  Caso tivesse adotado este estilo de vida quando tinha meus 20 poucos anos, atualmente  estaria  tranquilo em relação a média nacional.  Me lembro como se foste ontem;  quando dei inicio aos meu plano de aporte com 25 anos , quem dera  tivesse começado  com 17 anos.  


    Abraço

sábado, 9 de dezembro de 2017

Giro de mercado

  1.   Algum tempo atrás  resolvi não  fazer mais vendas recorrentes: Eis que ao  analisar o resultado estimado para ABC Plaza no orçamento planejado para 2018 me deparo com aumento expressivo no lucro.
  2.  No cenário macro a coisa esta  se desenhando para uma não aprovação da reforma, além disso no melhor cenário possível nosso governo fará um puxadinho de reforma, ou seja reforma teria um efeito praticamente nulo a médio prazo, como sempre alertando político pensa no voto não na questão contábil.
  3.  Qualquer um sabe que reformas são mal vistas pelo povo e portanto todas reformas devem ser sumariamente barradas ou drasticamente reduzidas.
  4.  Não vejo outra saída  para nosso governo se não se endividar pagando mais juros ao mercado como forma de se financiar nos próximos 6 anos.
  5.   O mercado também aposta neste cenário em 2021 tanto que as curvas médias e longas começam desenhar um aumento expressivo de premio  oferecidos.
  6.   Então uni o útil ao agradável reduzindo  exposição no setor bancário que ao meu ver será bastante afetado se este cenário se confirmar adiante, sendo assim vendi minha parca posição em Bradesco  e troquei por ABC  ( Menor volatilidade)  visando blindar a carteira para cenário adiante.
  7. Pretendo recomprar Bradesco com uma margem de segurança maior adiante se este cenário vir a se confirmar.
  8. Vendas: 198  BBDC3
  9. Compras: 370 ABC11
  10. Como vendi abaixo da faixa de  isenção não recolho imposto: Lucro na operação incluindo dividendos recebidos  até o momento +  ( 1.747,85)  ou + 38,86% .



Racional: Como podem ver tenho trocado  ativos cíclicos  e voláteis que tendem ser  mais afetados em um cenário de déficits crescentes por ativos com menor volatilidade. O racional por de trás da movimentações é ser   menos afetado por uma queda brusca  na bolsa.

A rentabilidade mensal esta ligeiramente positivo pois vendi  ativos cíclicos  com bom ágio.








quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Balancete Relampago ( Novembro) + ( 2.946,61) Rentabilidade + ( 0,17%)





             A Sabedoria atemporal de Décio Bazin

                                                                         


• Preços não sobem nem descem na Bolsa de Valores; são puxados ou derrubados.
• Na Bolsa, como no amor, é melhor esquecer os maus momentos.
• Ter dinheiro e perdê-lo é pior do que nunca tê-lo tido.
• Há duas coisas que incomodam na Bolsa: os prejuízos da gente e os lucros dos outros.
• O futuro recompensa os que têm paciência com ele.


                                                                    Décio Bazin
    



 PEGAR NO PESADO COM UM MILHÃO NO BOLSO?

(Transcrito de BALANÇO FINANCEIRO, janeiro de 1990)

Há algumas semanas, vi um anúncio no jornal oferecendo sociedade para quem tivesse disponível o equivalente a um milhão de dólares. O ramo de negócios propostos era o do comércio de materiais de construção Não bastava ter a dinheirama para ser aceito como sócio. Outros requisitos eram exigidos.  O candidato precisava ter tino comercial e disposição para trabalhar duro, e estar sempre pronto para viajar. Naturalmente, tinha também que gozar de boa saúde e desfrutar de bom conceito na comunidade. Só faltou exigir rapidez em datilografia, domínio do vernáculo e facilidade para cálculo.Nem parecia que o proponente estivesse procurando um sócio, mas um empregado serviçal que pudesse tocar sete instrumentos e  ao mesmo tempo assoviar e chupar cana. Eu já tinha visto coisa semelhante quando o padeiro da nossa esquina começou a oferecer participação no seu negócio. O candidato à sociedade, além de trazer capital, deveria ser madrugador e capaz de trabalhar dia e noite, sete dias por semana, sem descansar. Apareceram diversos interessados.Fiquei pensando quantos donos de um milhão de dólares responderiam ao anúncio. Pois não seria um caso para camisa-de-força trocar o mercado financeiro pelas asperezas da vida de empresário no Brasil de hoje?

    Quem é dono de um milhão de dólares está livre de sujeitar-se à displicência e à ingratidão de certos empregados, assim como às discussões com gerentes de bancos, fornecedores e devedores, e também às extorsões dos fiscais da prefeitura. Ninguém é obrigado a sofrer essas contrariedades se tem um milhão de dólares. É só administrar o capital com sabedoria que as aflições passarão ao largo. Nem será preciso investir todo o milhão. Basta um quarto dessa quantia. Com o equivalente a 250 mil dólares, pode-se montar uma carteira de ações com meia dúzia de empresas rentáveis, e com ela obter rendimento em dividendos que dará tranquilidade à família até a terceira geração. No setor especulativo, há mil e uma estratégias e combinações para ganhar na Bolsa, que, todavia, não são divulgadas por constituírem segredos da profissão.

     Esse escrúpulo, aliado às coisas esotéricas que se falam sobre o Mercado e às explicações estapafúrdias que saem nos jornais sobre o comportamento diário dos pregões, não contribui para a divulgação adequada das Bolsas. Um exemplo de má divulgação do mercado acionário ocorreu durante a contagem dos votos do primeiro turno das eleições para presidente da República. Os jornais disseram que a Bolsa subiu às 10 horas porque Collor se firmou na liderança; que caiu às 11 porque Lula passou Brizola; e que terminou em queda porque se estreitou a diferença entre Collor e o segundo colocado... Despautérios desse gênero transmitem ao leigo a impressão fantasista de que os Investidores da Bolsa constituem-se de pessoas de raciocínio rápido, com o dedo no gatilho, prontas para tomar decisões instantâneas; de que só ganha na Bolsa quem anda com o ouvido colado ao rádio; e de que o menor erro ou descuido será fatal. De acordo com essa visão, negociar com ações seria tão perigoso quanto andar numa corda bamba, sobre o Anhangabaú, entre os edifícios do Banespa e da antiga Light.

      Nada mais falso. O Investidor consciente dispensa palpites de operadores que raciocinam rápido. E demora semanas para tomar uma decisão, como o atirador que “dorme” na pontaria. Quando atira, não erra.


                                      Balancete Novembro



Aporte: + R$ 2.000,00
Proventos:+ R$ 1.335,03
Variação: + 2.496,01
Lucro Mensal: + 496,01
Rentabilidade Mensal: + 0,17%
Rentabilidade Anual: + 33,98%
Ibovespa 2017 : + 19,70%
Ibovespa Novembro: - 3,47%
Rentabilidade Histórica: + 67,63%
Período 31 meses: 2,18 % a.m
Movimentação do período:

Vendas no mês Ações&FII 



  1. - CBOP11  
  2. - KNRI11
  3. - HGLG11
  4. - EZTC3


Ganhos % líquido de imposto e custos
Ações: + 32,52%
FII: + 40,97%



 Compras no mês FII

  1. - ABCP11: 312 cotas
  2. - TAEE11: 1.600 Ações
  3. - ITSA3 : 165 Ações
  4. - UNIP6 : 100 Ações
  5. - UNIP3 : 1.100 Ações

  1.    Notas: Na ultima semana o mercado de renda variável azedou e as ações de minha carteira despencaram junto. O que  segurou  boa rentabilidade no mês mais uma vez foi algumas realizações em FII& Ações que apresentaram resultados medianos em seus balanços, resolvi vender alguns FII sobrevalorizados e brindar minha carteira para crises, encerro assim minhas movimentações para os  próximos meses  OBS:  adiante farei apenas  ajustes pontuais com aporte e reinvestimentos.
  2.   A estratégia foi executada conforme racional de brindar minha  carteira para os próximos três anos, sendo assim me  desfiz  de ativos cíclicos e sobre-precificados para comprar ativos  mais resilientes  que apresentem uma relação risco retorno alinhado ao cenário macro de déficits fiscais crescentes nas contas do governo.





Racional Vendas:

  1. EZTEC =  Ativo sobre precificada dentro de um setor cíclico
  2. KNRI: Ativo sobre precificado, setor  cíclico e  queima de caixa.
  3. HGLG: Ativo sobre precificado , setor cíclico e  queima de caixa.
  4. CBOP:  Ativo sobre precificado , setor cíclico e queima de caixa.

Racional Compras:

  1. TAEE11: Compradas na baixa que antecedeu leilão da cemig com boa margem de segurança e yield on cost atrativo.
  2. ITSA3: Aumento de posição gradual com proventos mensais, este ativo se encontra próximo ao preço teto estipulado por minha persona.
  3. UNIP6: Vinha comprando muitas  unipar antes da disparada recente.
  4. Racional:Valuation atrativo, exposição a um produto dolarizado.
  5. UNIP3: Comprei após venda de parte da posição de CBOP.



Disclaimer:
- Não siga minha estratégia, racional , movimentação.
- Não faço analise de ativos mobiliários,
- Não me responsabilizo por perdas de terceiros.
-  Não recomendo venda  ou compra de ativos.

                                    

                                                                     

                      Carteira Ações                                                          


   


                                               Carteira FII

                            Carteira Consolidada

sábado, 25 de novembro de 2017

Ranking de renda passiva ( setembro )

  1.       Pessoal perdi o texto que estava editando algumas semanas ( Zica),  portanto não terei tempo de reescrever tudo novamente e editar: Peço desculpa pela cagada mensal, sendo assim postarei apenas as tabelas  resumidas mensalmente para consultar de suas respectivas posições . No próximo mês o ranking volta normalmente com as descrições das peripécias mensais dos aventureiros  na renda passiva.

                                             Considerações sobre o ranking



  -  A partir de agora o ranking vai ser sempre editado na terceira semana do mês corrente.


                                                         Estatísticas do ranking

                                                                     


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Resumo do ranking: Destaques do mês

  1.   - Viver de dividendos me passou, principalmente pela recente valorização do dólar e minhas peripécias na renda variável visando ganho de patrimônio em detrimento de renda  momentaneamente.
  2.  - Pobre sofredor arrumou um emprego de funça terceirizado e deu relatos mais que corriqueiros sobre todo funcionamento da maquina pública, corroboro com todas teses que ele apontou no blog dele baseados em fatos e evidências satisfatórias .
  3.  - Heavy metal anda aportando feito louco,  ninguém segura este empresário tupiniquim! será que é metido com politicagem?
  4.   -  Viver de construção anda mais lerdo que lesma no asfalto quente, anda tocando seus projetos com a barriga.
  5.   -  Pobre japa continua fissurado pelo físico atlético e rampeiras de motel.
  6.    - Zé ninguém voltou aportar forte.
  7.   -  Funcionário público emprestando dinheiro para amigo de longa data.
  8.   - Soldado do milhão continua evoluindo bastante rápido na divisão dos estagiários.
  9.   - Mestre dos dividendos : Sai de -2% de rentabilidade no mês  para + 1,80% com minhas ultimas movimentações, estou próximo de bater 300k no próximo mês, consequentemente minha carteira ficou tão grande que basta uma movimentação acertada para ganhar dois ou três meses de aporte, um dos motivos de não estar escrevendo muito nos últimos tempos é que estou gastando mais tempo estudando balanços e tentando melhorar meu desempenho no mercado.

Abraço chimpas.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Giro de mercado ( Azedou)


                                                       Vendas do mês


                                                                      


KNRI11: Venda Total
HGLG11: Venda Total
CBOP11: Venda parcial 19 cotas.


Lucro líquido livre de impostos e custos ( + 7.070,68 )
Aluguel recebido no período: ( + 4.438,53)
Retorno total líquido sobre capital investido: ( 11.509,21) ou ( +  44,51%)


Compra  do mês

Taesa: 1.700 ações
Itaúsa: 165 Ações
ABCP: 145 cotas
Trade3: 100 ações



  1.     Racional das operações:  Vendendo setores cíclicos  sobre precificados e comprando ativos anticíclicos a preços de ocasião.

 Racional: Estes três  FII que vendi estão queimando caixa e devem sofrer reduções significativas adiante, principal se não conseguirem repor a vacância anunciada nos últimos meses, ademais existe sobre oferta regional como  alertando anteriormente, consequentemente preços do m2 quadrado devem convergindo para realidade regional.


   O fluxo estrangeiro como sempre  é  responsável pelas  grande vendas e estilingadas do IBOV:
conferir no link abaixo  anexado ao excelente  blog  gringolândia um dos melhores blogs sobre fluxo estrangeiro na bolsa  tupiniquim :https://www.youtube.com/watch?v=x0z48gZYCHo

Rentabilidade parcial do mês : ( - 2,19%) 
IBOVE parcial do mês: ( - 4,68%)
Rentabilidade parcial no ano: (  + 30,82%) a.a
IBOZO Parcial no a.a ( +  17,60%)

Alocação da carteira:

FII: 39,56%
Ações: 60,42%


Lucro VS aporte


Aporte no ano: ( + 38.200)
Lucro acumulado no ano: ( + 67.143,63)

                                           
               Resumo do mestre: A ilha da fantasia tupiniquim

  1.  A ultima vez que IBOZO & IFIX bateu  máximas, foi algumas semanas atrás quando comecei realizar minha carteira de setores cíclicos, principalmente por não acreditar que o fiscal vai se sustentar no próximos anos.
  2. A minha estratégia é um tanto complexo para descrever em poucas linhas , mas a figura abaixo da entender como opero no mercado tupiniquim.

                                                            



  - Pela cenários descrito acima podemos notas que no que tange economia estamos entrando numa espiral de déficit fiscal que se não for sanada rapidamente deve desembocar em algumas consequências indesejados .

- Aumento de  premio oferecidos nos  títulos públicos visando rolar a imensa dívida pública que já passa dos 3 trilhões e 500 bilhões.

- Reprecificação dos ativos dos  mercados emergentes caso FED banco central norte americano limpe  seus balanços gradualmente nos próximos anos.

- Crescimento exponencial da relação dívida PIB e consequentemente do déficit nominais tupiniquins.

- Aumento de imposto generalizado que deve culminar em recessão  acentuado .

 - Conclusões: Toda dívida  feita no presente por  qualquer governo inevitavelmente tende ser paga com mais imposto no futuro. A conclusão aqui é elementar, sabemos de antemão que boa parte da receita governamental é  indexada as despesas, tão logo as receitas aumentem as despesas acompanham.

- O caso do Brasil é ainda mais  gritante já que boa parte do orçamento público esta indexado as despesas  discricionárias  amparadas por lei.

  - A ilusão de ótica da contabilidade dos governo é acreditar que a economia pode crescer indefinidamente sem que aja formação de poupança , aumento de produtividade real e genuíno empreendedorismo.

Fonte de estudo:https://d1x0mwiac2rqwt.cloudfront.net/p6sAA9VLNKeQwfoNEOyWe9HIxaialTZ5Dzs2gGil-kNuV9DEl38nkRmfsIdRONwK/by/3330888/as/LER_COM_URGENCIA.pdf


Abraço



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Giro de mercado ( Bom filho a casa torna)




Vendas FII : KNRI
Vendas FII: HGLG
Lucro Líquido IR e custos + Aluguel: 7.462,93 + 51% sobre capital investido.

Compra 1000 : TAEE11
Compra 100 : TRADE3
Compra FII: ABCP  145 cotas

Rentabilidade parcial no mês - 0,82%
Aporte: 2000

Alocação carteira:
56,50% ações
43,40% FII


Rentabilidade 2017: 32,66%


Abraço